Postagens sobre "Aleatoriedades"

25 de março de 2019

Sobre ter uma coleção

3virgula14 | Sobre ter uma coleção

No início do ano passado, eu decidi que queria ter uma coleção. “Como assim, Pietra?” Uma coleção, eu queria colecionar algo, mas eu não sabia ainda o que. Pensando em todas as minhas opções, decidi que queria colecionar os Gibis da Turma da Mônica Jovem.

Por que? Por que é algo que me lembra infância, algo que seria um pouco fácil de encontrar em sebo, algo que ainda tá lançando, então posso ir todo mês na banca pra comprar.

Era isso que eu queria, eu queria essa sensação: ir em sebo, procurar na internet, ir na banca todo mês, ir duas/três vezes na banca na mesma semana pra ver se já chegou (o moço da banca até decorou que o que eu ia perguntar e nem esperava mais eu falar, só respondia direto, hihi).

Eu acho que todo mundo deveria ter uma coleção: pode ser tanto dessas que tem que pagar pra comprar as coisas, tanto as que não precisa.

Tenho um tio que colecionou as moedas das olimpíadas, uma vizinha colecionava papel de carta, minha mãe coleciona globos de neve de todas as viagens que ela faz, eu coleciono gibi.

Pode colecionar coisas que se encontra em qualquer lugar: conchinha, pena de passarinho (que já caiu dele, nada de arrancar, hein), pedrinha, folha de árvore, pétalas de flores.

Qualquer coisa pode ser colecionável, basta tu te identificar com essa coisa e ela fazer sentido pra ti.

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Pietra Olsen
11 de março de 2019

Como foi viajar pela primeira vez completamente sozinha

3virgula14 | Como foi viajar pela primeira vez completamente sozinha

Senta que o texto é grande e um dos mais sinceros e verdadeiros que eu já escrevi na minha vida.

Mais ou menos em setembro de 2018 eu tomei – eu acho que – uma das decisões mais importantes da minha vida: eu ia viajar pra Curitiba, e ia ir sozinha.

Eu sei que isso não é nada de NOSSA QUE IMPORTANTE, mas, pra mim, isso é um passo muito grande. Eu sempre fui o tipo de pessoa que acaba preferindo as vontades dos outros do que as minhas próprias. Se a gente fosse fazer uma viagem em família pra praia e eu quisesse ir pra Torres e outra pessoa quisesse ir pra Tramandaí, eu ia dizer: “Ok, vamos pra Tramandaí”. E foi assim em muitas partes da minha vida e durante muito tempo.

Tanto tempo que chegou num momento que eu nem tinha mais ideia do que eu queria fazer, eu só passei a aceitar as sugestões dos outros. Tanto por que, inconscientemente, eu sabia que ia escolher o que os outros diziam tanto pra não ter a responsabilidade caso desse errado, sabe?

Chegou num momento que meu pai começou a ficar incomodado com isso, e pediu pra que EU ESCOLHESSE um passeio em família. Eu não consegui. Eu não fazia ideia do que fazer, pra onde ir, nada.

Acho que foi nesse momento que eu percebi o quanto eu não conseguia fazer as coisas por mim, sem seguir os conselhos dos outros.

Um dia, bem de louca, pensei “Eu quero ir pra Curitiba, mas se eu ficar esperando alguém pra ir comigo, eu nunca vou ir.”

“Beleza, então eu vou sozinha!”

Ok, não foi assim tão rápido. Começou como um daqueles planos que a gente faz sabendo que nunca vai realizar, sabe? Comecei a olhar umas passagens, vi que não era tão caro. Olhei uns airbnb e também não era tão caro. A ideia foi entrando na minha cabeça e começou a fazer sentido aos poucos.

Um dia olhando as passagens minha mãe perguntou com quem eu ia. Eu falei “Vou sozinha” e ela “Que? Como assim sozinha?” e eu “Sozinha ué, se eu ficar esperando por alguém eu nunca vou ir”. Foi nesse momento, do nada, que eu percebi que eu tinha achado algo que eu queria fazer e que eu não queria que ninguém se metesse pra eu tentar conseguir fazer as coisas sozinha mesmo.

Eu confesso: no início eu tentei arrumar alguém pra ir comigo, mas tentei achar alguém que não fosse ficar tentando mudar meus planos. Ninguém me deixava 100% satisfeita de que eu ia fazer as coisas sem usar alguém de bengala durante a viagem.

Minha mãe continuava dizendo pra eu encontrar alguém pra ir comigo. Preocupação de mãe: eu nunca tinha feito nada sozinha e ela tava preocupada mesmo. Expliquei pra ela meus motivos e ela aceitou. Acho que meu pai tava feliz de me ver fazendo as coisas por mim e empolgada com algo que era ideia minha, contei pra alguns parentes que ia viajar, alguns não acreditaram. Eu só queria provar pra eles que eu conseguia.

Coloquei um prazo pra eu resolver algum coisa da viagem. “Na Black Friday eu vou comprar minha passagem”. Eu sabia que se eu não colocasse um prazo limite eu não iria. Chegou a Black Friday e eu comprei a passagem. Eu tava empolgada que eu ia fazer algo sozinha. Reservei hotel, olhei alguns lugares que eu queria ir, comecei a programar o que eu ia fazer.

25 de janeiro de 2019. Esse foi o dia que eu embarquei. Avião atrasou, cheguei cedo no hotel e não podia fazer check-in ainda, deixei as coisas no maleiro deles. Fui passear e até meio dia eu tava feliz, empolgada. Meio dia fui almoçar e passar no hotel pra fazer check-in e ir pro quarto. Entrei, comecei a chorar e nunca mais parei. Eu tava arrependida de estar ali. Achava que ia voltar frustrada, que não ia conseguir fazer as coisas sozinha, que não ia ser como eu tinha imaginado. Eu só queria não ter ido.

Mandei mensagem pra minha psicóloga, mas antes mesmo dela me responder eu já tava decidindo que eu não podia deixar isso acontecer. Eu gastei dinheiro e eu tinha que aproveitar que eu tava ali. Me arrumei, continuei chorando feito um bebê, mas fui pro Jardim Botânico. Lá eu quase chorei por ter pensando que eu não deveria estar ali. Mais tarde fui jantar no shopping, lembrei do sentimento de que eu não deveria estar ali (+ o fato de comprar bonequinhos do Chaves e lembrar do meu avô) e voltei a chorar. No meio do shopping mesmo. Perdi completamente a vergonha de chorar em espaços públicos.

Voltei pro hotel e chorei de novo. Tomei um banho e consegui me acalmar. Pensei no que tinha feito no primeiro dia e como eu tava feliz nos lugares que eu fui e por ter conhecido esses lugares. Lembrei que eu ia ir pra Ópera de Arame no dia seguinte que era um dos lugares que eu mais queria conhecer junto com o Jardim Botânico. Me empolguei de novo e resolvi aproveitar a viagem já que eu tava ali, eu tinha que fazer ela valer a pena o máximo possível.

Nos outros dias eu fiquei tranquila, de boas, feliz, extremamente feliz e realizada por estar ali. Não chorei mais, aproveitei o máximo que deu, curti, amei e não me arrependo em nada de ter ido. Percebi que sou capaz sim de fazer o que eu quiser sem ninguém.

Não foi fácil, mas foi muito importante pra mim. O que aconteceu no primeiro dia era só medo. Medo de me frustrar. Medo de que algo desse errado. Medo de que eu não voltasse pensando que valeu a pena.

Valeu a pena. Não me frustrei. Coisas deram errado, mas tudo bem, a vida não é só coisas dando certo. Voltei só pensando na próxima viagem que eu vou fazer.

Se eu superei o medo de fazer as coisas sozinha? Provável que não completamente, mas meio caminho já tá andado.

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Pietra Olsen
21 de janeiro de 2019

Bullet Journal 2019 – Inspirações

3virgula14 | Bujo 2019 - Inpirações

Nesse post aqui, comentei que esse ano comecei a usar o Bullet Journal pra me organizar e contei como que funciona. Agora eu vou contar como me inspirei pra criar o meu, tanto pra layouts quanto pras páginas que eu usei.

Quando eu decidi que eu queria usa o bujo, a primeira coisa que eu fiz foi: Procurar no Youtube, no Pinterest e no Instagram por referências.

Youtube:

Eu já seguia alguns canais que falavam sobre bujo antes mesmo de começar o meu. Depois que eu resolvi começar, os que eu mais assisti foram: Aline Albino, Nath Araujo, Marina Viabone e Maria Lowen. Isso sem contar a quantidade infinita de canais que eu assisti aleatoriamente só colocando bullet journal na barrinha de pesquisa da plataforma.

Pinterest:

Eu busquei muita coisa de bullet journal no pinterest e as pastinhas que eu mais gostei foram:

 

 

3virgula14 | Bujo - Inspirações

E essa é a minha pastinha de bujo, pra acompanhar só clicar aqui <3

Instagram:

Eu também usei muito o instagram pra procurar inspirações, usando as hashtags: #bujoinspire, #bulletjournal, #bulletjournalbrasil, #bujospread e #minimalbujo.

Por hoje é isso  e espero que isso tudo inspire vocês <3

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Pietra Olsen
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