Postagens sobre "Aleatoriedades"

4 de abril de 2019

3 dias em Curitiba – Vlog

Passagens

Quando decidi que ia viajar, eu fiquei olhando direto o Google Flights, porém só comprei na Black Friday. Comprei no site da Gol, por que era o mais barato e consegui pegar os melhores horários de voo: eu fui no voo das 6h da manhã do dia 25.01 e ia voltar no das 23h do dia 27.01, não tinha como ter horários melhores. Paguei R$ 320,35 nas passagens.

Hospedagem

Pro Hotel, comprei a passagem pelo Booking, por que foi o lugar mais barato que encontrei (percebemos que eu só tava procurando não gastar, hihi). O hotel que eu peguei foi o Ibis Budget, por que eu já tinha me hospedado em outro hotel dessa rede e sabia que não ia dar ruim. Paguei R$ 166, 32 na hospedagem.

Passeios

Museu Oscar Niemeyer

Entrada: R$ 20

Foi o primeiro lugar que eu fui, é muito incrível por fora, mas confesso que eu não pagaria pra ir de novo. Não que seja ruim nem nada do gênero, é só que não faz muito o meu estilo. Mas, sim, caso tu vá pra cwb, tu tem que visitar! Não precisa entrar, se não quiser. Pelo menos conhece por fora, o tal “Museu do Olho“.

Bosque do Papa

Entrada: gratuito

Descendo a rua lateral do Museu Oscar Niemeyer, tem uma entradinha pro Bosque do Papa. É só seguir a trilha que tem que tu chega no bosque. Eu passeei um pouco por lá, deu uma volta e é bem bonito.

Jardim Botânico

Entrada: gratuito

Um dos lugares que eu mais queria conhecer! Eu fui duas vezes: a primeira, no primeiro dia, passeei e fiz um piquenique olhando pra estufa (que infelizmente tava em reforma, então tava fechado) e a segunda vez, no último dia, pra visitar o Jardim das Sensações (que eu não tinha achado no primeiro dia hihi). Sério, é maravilhoso fazer um piquenique lá!

Ópera de Arame

Entrada: gratuita (no dia paguei R$10)

De dupla com o Jardim Botânico, um dos lugares que eu mais queria conhecer! É um lugar lindo e eu fiquei bem doida quando cheguei lá, ainda mais que tava rolando um evento de música e tinha um jazz fofinho ao vivo tocando de fundo (por isso tive que pagar ingresso). Se tem dois lugares que não importa quantas vezes eu for de novo pra Curitiba, eu vou visitar é a Ópera e o Jardim Botânico!

Parque Tanguá

Entrada: gratuita

Esse foi um passeio bem louco pra mim. Eu entrei nas torrezinhas e vi que lá embaixo tinha um deck com um restaurante e resolvi ver como chegar lá, mas não tava achando como fazer isso. Vi que tinha uma estradinha pros fundos do parque e um guria indo pra lá. Pensei “se tudo der errado, eu não tô sozinha”. Beleza, desci e cheguei no deck. Lá eu vi que tinha um pier que sai de uma caverna. Resolvi que queria achar onde ia pra lá, vi que tinha umas pessoas pra um lado mais pro fundo do parque e fui pra lá ver se era lá. Andei e achei uma placa que dizia que só é permitido visita guiada, mas não tinha nenhum portão que não me permitisse passar, continuei indo. Na minha cabeça “qualquer coisa é só eu falar que eu não vi a placa e eras isso”. De repente eu olho e tem uma família indo atrás de mim, que viram que eu tava indo e acharam que podia também. Pensei “beleza, agora se der ruim não é só pra mim”. Logo vi a entrada pra caverna que ia sair no pier, porém ali sim tinha uma grade que não me deixava ir pro pier. Se não bastasse isso, resolvi chamar um 99 por que eu já tava cansada. Do nada recebo uma mensagem do motorista dizendo que não podia entrar ali por que era proibido, e eu tive que a) pedir pra ele cancelar a corrida e voltar e b) voltar quase todo o caminho até um lugar que pudesse chamar um uber/99.

Bosque Alemão

Entrada: gratuita

O Bosque Alemão foi um passeio que eu fiz bem rápido, eu só segui a trilha que tem e já fui embora. A trilha segue a história de João e Maria e tem a casa da Bruxa no meio do caminho, onde fica uma biblioteca.

Rua 24h

Entrada: gratuita

Particularmente, eu não achei muita graça. É uma rua coberta com restaurantes e lojas, mas parece que na hora que eu tava lá tava tudo fechado, então só comi alguma coisa e esperei até a hora que o lugar que eu queria ir estivesse aberto.

Museu do Holocausto

Entrada: gratuita (tem que reservar a visita)

Esse eu dei muita sorte. Eu escolhi um dia aleatório pra ir e reservei. Alguns dias depois, me mandaram email dizendo que naquele dia ia ter um evento, o Ato Solene em Memória das Vítimas do Holocausto, mas que não iria atrapalhar a minha visita. Esse evento só tornou a visita muito melhor e emocionante! Eles dizem que eles não criaram esse dia para chorar pelas vítimas, mas sim para lembrar do que aconteceu pra que nunca mais aconteça algo parecido. É um passeio muito legal, ainda mais pra quem gosta do assunto.

Transporte

Durante toda a viagem, eu usei uber/99 por que era mais barato que o Linha Turismo e, como eram só três dias, eu não queria ficar refém de itinerário de ônibus e tals. Mas no último dia, acabou sobrando tempo já que eu já tinha ido em todos os lugares da minha lista, então resolvi pegar o Linha Turismo só pra dar uma volta pela cidade.

O trajeto dura umas 3 horas passando por todos os pontos e custa R$45. Tu compra a passagem e tem direito a subir em outros 4 pontos sem pagar nada. No meu caso, eu não tinha tempo de descer, então só fiquei no ônibus até ele chegar no fim da linha (Praça Tiradentes). Lá peguei um uber/99 pra voltar pro hotel pra pegar a mala e ir pro aeroporto.

Restaurantes

Ópera Arte

Dentro da Ópera de Arame tem o Ópera Arte que é um restaurantezinho/cafeteria muito fofo que tem vista do lago, que era onde tava acontecendo o show, bem no meio do lago num palco flutuante.

Orna Café

Eu acompanho as irmãs Alcantara faz algum tempo e quando decidi ir pra Curitiba eu já sabia que queria conhecer o Orna Café. A cafeteria é muito charmosa e bonitinha, e valeu muito a pena eu ter conhecido.

L’Arte di Gelato

Eu não sou muito fã de sorvete, todo mundo que me conhece sabe disso. Mas quando vi as fotos dessa gelateria eu fiquei com muita vontade de ir. Fui lá e não me arrependi, o sorvete é muito gostoso! A parte mais aleatória foi que quando eu cheguei na rua tinha um encontro de motoqueiros bem na frente. Sim, muito aleatório!

Tem lugares que eu queria ter conhecido, mas não bateu os horários, ou era muito longe dos outros lugares que eu queria ir, ou acabou não dando por diversos motivos. Ou seja, eu continuo com uma lista de lugares pra conhecer quando eu for pra Curitiba de novo (por que eu já quero ir de novo)!

 

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Pietra Olsen
25 de março de 2019

Sobre ter uma coleção

3virgula14 | Sobre ter uma coleção

No início do ano passado, eu decidi que queria ter uma coleção. “Como assim, Pietra?” Uma coleção, eu queria colecionar algo, mas eu não sabia ainda o que. Pensando em todas as minhas opções, decidi que queria colecionar os Gibis da Turma da Mônica Jovem.

Por que? Por que é algo que me lembra infância, algo que seria um pouco fácil de encontrar em sebo, algo que ainda tá lançando, então posso ir todo mês na banca pra comprar.

Era isso que eu queria, eu queria essa sensação: ir em sebo, procurar na internet, ir na banca todo mês, ir duas/três vezes na banca na mesma semana pra ver se já chegou (o moço da banca até decorou que o que eu ia perguntar e nem esperava mais eu falar, só respondia direto, hihi).

Eu acho que todo mundo deveria ter uma coleção: pode ser tanto dessas que tem que pagar pra comprar as coisas, tanto as que não precisa.

Tenho um tio que colecionou as moedas das olimpíadas, uma vizinha colecionava papel de carta, minha mãe coleciona globos de neve de todas as viagens que ela faz, eu coleciono gibi.

Pode colecionar coisas que se encontra em qualquer lugar: conchinha, pena de passarinho (que já caiu dele, nada de arrancar, hein), pedrinha, folha de árvore, pétalas de flores.

Qualquer coisa pode ser colecionável, basta tu te identificar com essa coisa e ela fazer sentido pra ti.

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Pietra Olsen
11 de março de 2019

Como foi viajar pela primeira vez completamente sozinha

3virgula14 | Como foi viajar pela primeira vez completamente sozinha

Senta que o texto é grande e um dos mais sinceros e verdadeiros que eu já escrevi na minha vida.

Mais ou menos em setembro de 2018 eu tomei – eu acho que – uma das decisões mais importantes da minha vida: eu ia viajar pra Curitiba, e ia ir sozinha.

Eu sei que isso não é nada de NOSSA QUE IMPORTANTE, mas, pra mim, isso é um passo muito grande. Eu sempre fui o tipo de pessoa que acaba preferindo as vontades dos outros do que as minhas próprias. Se a gente fosse fazer uma viagem em família pra praia e eu quisesse ir pra Torres e outra pessoa quisesse ir pra Tramandaí, eu ia dizer: “Ok, vamos pra Tramandaí”. E foi assim em muitas partes da minha vida e durante muito tempo.

Tanto tempo que chegou num momento que eu nem tinha mais ideia do que eu queria fazer, eu só passei a aceitar as sugestões dos outros. Tanto por que, inconscientemente, eu sabia que ia escolher o que os outros diziam tanto pra não ter a responsabilidade caso desse errado, sabe?

Chegou num momento que meu pai começou a ficar incomodado com isso, e pediu pra que EU ESCOLHESSE um passeio em família. Eu não consegui. Eu não fazia ideia do que fazer, pra onde ir, nada.

Acho que foi nesse momento que eu percebi o quanto eu não conseguia fazer as coisas por mim, sem seguir os conselhos dos outros.

Um dia, bem de louca, pensei “Eu quero ir pra Curitiba, mas se eu ficar esperando alguém pra ir comigo, eu nunca vou ir.”

“Beleza, então eu vou sozinha!”

Ok, não foi assim tão rápido. Começou como um daqueles planos que a gente faz sabendo que nunca vai realizar, sabe? Comecei a olhar umas passagens, vi que não era tão caro. Olhei uns airbnb e também não era tão caro. A ideia foi entrando na minha cabeça e começou a fazer sentido aos poucos.

Um dia olhando as passagens minha mãe perguntou com quem eu ia. Eu falei “Vou sozinha” e ela “Que? Como assim sozinha?” e eu “Sozinha ué, se eu ficar esperando por alguém eu nunca vou ir”. Foi nesse momento, do nada, que eu percebi que eu tinha achado algo que eu queria fazer e que eu não queria que ninguém se metesse pra eu tentar conseguir fazer as coisas sozinha mesmo.

Eu confesso: no início eu tentei arrumar alguém pra ir comigo, mas tentei achar alguém que não fosse ficar tentando mudar meus planos. Ninguém me deixava 100% satisfeita de que eu ia fazer as coisas sem usar alguém de bengala durante a viagem.

Minha mãe continuava dizendo pra eu encontrar alguém pra ir comigo. Preocupação de mãe: eu nunca tinha feito nada sozinha e ela tava preocupada mesmo. Expliquei pra ela meus motivos e ela aceitou. Acho que meu pai tava feliz de me ver fazendo as coisas por mim e empolgada com algo que era ideia minha, contei pra alguns parentes que ia viajar, alguns não acreditaram. Eu só queria provar pra eles que eu conseguia.

Coloquei um prazo pra eu resolver algum coisa da viagem. “Na Black Friday eu vou comprar minha passagem”. Eu sabia que se eu não colocasse um prazo limite eu não iria. Chegou a Black Friday e eu comprei a passagem. Eu tava empolgada que eu ia fazer algo sozinha. Reservei hotel, olhei alguns lugares que eu queria ir, comecei a programar o que eu ia fazer.

25 de janeiro de 2019. Esse foi o dia que eu embarquei. Avião atrasou, cheguei cedo no hotel e não podia fazer check-in ainda, deixei as coisas no maleiro deles. Fui passear e até meio dia eu tava feliz, empolgada. Meio dia fui almoçar e passar no hotel pra fazer check-in e ir pro quarto. Entrei, comecei a chorar e nunca mais parei. Eu tava arrependida de estar ali. Achava que ia voltar frustrada, que não ia conseguir fazer as coisas sozinha, que não ia ser como eu tinha imaginado. Eu só queria não ter ido.

Mandei mensagem pra minha psicóloga, mas antes mesmo dela me responder eu já tava decidindo que eu não podia deixar isso acontecer. Eu gastei dinheiro e eu tinha que aproveitar que eu tava ali. Me arrumei, continuei chorando feito um bebê, mas fui pro Jardim Botânico. Lá eu quase chorei por ter pensando que eu não deveria estar ali. Mais tarde fui jantar no shopping, lembrei do sentimento de que eu não deveria estar ali (+ o fato de comprar bonequinhos do Chaves e lembrar do meu avô) e voltei a chorar. No meio do shopping mesmo. Perdi completamente a vergonha de chorar em espaços públicos.

Voltei pro hotel e chorei de novo. Tomei um banho e consegui me acalmar. Pensei no que tinha feito no primeiro dia e como eu tava feliz nos lugares que eu fui e por ter conhecido esses lugares. Lembrei que eu ia ir pra Ópera de Arame no dia seguinte que era um dos lugares que eu mais queria conhecer junto com o Jardim Botânico. Me empolguei de novo e resolvi aproveitar a viagem já que eu tava ali, eu tinha que fazer ela valer a pena o máximo possível.

Nos outros dias eu fiquei tranquila, de boas, feliz, extremamente feliz e realizada por estar ali. Não chorei mais, aproveitei o máximo que deu, curti, amei e não me arrependo em nada de ter ido. Percebi que sou capaz sim de fazer o que eu quiser sem ninguém.

Não foi fácil, mas foi muito importante pra mim. O que aconteceu no primeiro dia era só medo. Medo de me frustrar. Medo de que algo desse errado. Medo de que eu não voltasse pensando que valeu a pena.

Valeu a pena. Não me frustrei. Coisas deram errado, mas tudo bem, a vida não é só coisas dando certo. Voltei só pensando na próxima viagem que eu vou fazer.

Se eu superei o medo de fazer as coisas sozinha? Provável que não completamente, mas meio caminho já tá andado.

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Pietra Olsen
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