23 de abril de 2018

Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

3virgula14 | Outros jeitos de usar a boca

Foto por @paollaolsen

Vou ser sincera, desde a primeira vez que ouvi falar desse livro, eu não dei muita bola pra ele. Sério, eu não entendia por que as pessoas estavam falando tanto dele, sabe?

3virgula14 | Outros jeitos de usar a boca

Foto por @paollaolsen

Até que um dia eu entrei numa livraria à procura de “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”, e adivinha qual o livro que estava do lado dele? Isso mesmo, “Outros jeitos de usar a boca”! A curiosidade foi maior e comecei a folhar  pra tentar enxergar o que todo mundo viu nele. E não é que eu enxerguei? E o moço da livraria fez uma propaganda tão boa dele que fiquei louca pra ler. E realmente, a descrição dele fez jus ao que o livro realmente é: cada texto um tapa na cara diferente.

3virgula14 | Outros jeitos de usar a boca

Foto por @paollaolsen

O livro é dividido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura e a cura e vou dizer “a dor” foi a com mais tapas na cara pra mim e acho que pra todo mundo que leu. Tanto que a maioria das fotos que eu já vi do livro são com frases dessa parte.

“não há no mundo ilusão maior

que a noção de que uma mulher vá

trazer desonra a um lar

caso tente proteger seu coração

e seu corpo”

3virgula14 | Outros jeitos de usar a boca

Foto por @paollaolsen

A Rupi escreve de uma forma que te deixa praticamente sem fôlego durante a leitura, os textos em si já deixam assim, mas junto com as ilustrações formam um par perfeito.

3virgula14 | Outros jeitos de usar a boca

Foto por @paollaolsen

outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. sobre o amor, o sexo, o abuso, a perda, o trauma, a cura e a feminilidade.

o livro é dividido em quatro parte, e cada uma delas serve a um propósito diferente. lida com uma dor diferente. cura uma mágoa diferente.

outros jeitos de usar a boca transporta quem o lê em uma jornada por momentos amargos da vida e encontra uma forma de tirar delicadeza deles.

publicado inicialmente de forma independente por rupi kaur, poeta e artista plástica nascida na índia e que vive no canadá, o livro de tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos estados unidos, com mais de 1 milhão de exemplares impressos.”

3virgula14 | Outros jeitos de usar a boca

Foto por @paollaolsen

Outros jeitos de usar a boca /Rupi Kaur; tradução: Ana Guadalupe. 1. ed. – São Paulo: Planeta, 2017.

“você

cresceu ouvindo

que suas pernas são

um pitstop para homens que

procuram um lugar para repousar

um corpo vazio desocupado o bastante

para receber hóspedes mas

nenhum nunca chega

disposto a

ficar”

Para comprar o livro nessa edição é só clicar aqui. Se quiser na edição capa dura, bilíngue, maravilhosa (que eu queria muito as não tinha em estoque quando comprei o meu) é só clicar aqui.

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Pietra Olsen
20 de abril de 2018

Um Porto Seguro, Nicholas Sparks

3virgula14 | Um Porto Seguro

Foto por @paollaolsen

Com certeza, meu livro preferido do Nicholas Sparks! Eu amo esse livro e ele também está na minha lista de livros preferidos da vida.

Na época em que eu li, aconteceu o seguinte fato: eu tinha o livro na prateleira, mas ainda não tinha lido. Eis que, de alguma forma, me aparece o trailer do filme em algum lugar e eu simplesmente piro. Eu fiquei completamente louca pra assistir o filme, mas se eu assistisse, ia ser péssimo ler o livro de mais de quatrocentas páginas já sabendo o final, certo?

Pra isso não acontecer, o que eu fiz? Resolvi ler o livro antes de assistir o filme, e no impulso de poder assistir logo, li em três dias. T-R-Ê-S dias, um livro de Q-U-A-T-R-O-C-E-N-T-A-S páginas. Só pra poder ver o filme logo, e foi o que eu fiz logo que virei a última página do livro, corri pra assistir (que se transformou em um dos meus filmes preferidos da vida).

3virgula14 | Um Porto Seguro

Foto por @paollaolsen

O livro conta a história de Katie, uma mulher que se muda pra Southport, na Carolina do Norte e conhece Alex, um cara com dois filhos que perdeu a esposa com conta de uma doença. No decorrer do livro, a gente descobre o que fez Katie se mudar pra Southport, não falar muito sobre a sua vida (nem mesmo seu verdadeiro nome) e evitar laços com qualquer pessoa.

A narrativa do livro se passa de duas formas: um capítulo conta a história de Katie e Alex, no presente, e o outro conta a história de Erin e Kevin, no passado. E no decorrer da história tu entende como as duas histórias se misturam. Confesso que esse tipo de narrativa costuma me deixar confusa, mas, nesse caso, eu estava tão desesperada pra ler rápido e poder assistir o filme que nem percebi direito.

“Quando Katie, uma jovem misteriosa, aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, ela parece evitar laços pessoais até uma série de eventos levá-la a duas amizades distintas: uma com Alex, o viúvo com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos; a outra com Jo, sua vizinha muito sincera. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes na cidadezinha e se tornando muito próxima de Alex e sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com um grande segredo que ainda a assombra e a amedronta… o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país. Com o apoio de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas… E que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.”

3virgula14 | Um Porto Seguro

Foto por @paollaolsen

Eu preciso compartilhar a música final do filme! Sim, eu sei que o post é sobre o livro, mas se tá tudo certo!

Um Porto Seguro / Nicholas Sparks; tradução Ivar Panazzolo Júnior. – Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2012

Pra comprar o livro é só clicar aqui.

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Pietra Olsen
18 de abril de 2018

Will & Will e Me abrace mais forte, John Green e David Levithan

3virgula14 | Will & Will e Me abrace mais forte

Foto por @paollaolsen

Se tu já conviveu comigo por uma semana ou já conversou comigo sobre literatura, é bem provável que tu saiba quais são meus livros preferidos. Um desses livros é Will & Will e foi escrito pelo John Green e pelo David Levithan.

3virgula14 | Will & Will e Me abrace mais forte

Foto por @paollaolsen

Will & Will conta a história de dois garotos chamados Will Grayson. E cada Will é descrito por um dos escritores: tem o Will do David e o Will do John.

O Will do John Green é hétero e amigo do cara mais escandaloso e fabulosamente gay do colégio. Já o Will do David é gay mas não conta pra ninguém.

Em uma brincadeira de muito mal gosto da melhor amiga do Will do David (em que ela finge ser um guri para Will na internet) os dois Will se encontram. E não só eles, não podemos nos esquecer de Tiny (melhor amigo gay do Will do John), que estava junto. E isso é muito importante para a história.

Uma coisa muito interessante nesse livro é o fato de que todos os capítulo do Will do David são em uma linguagem mais de internet mesmo, sem letra maiúscula em início de frase, sem ponto final e tals. O que pra mim foi muito bom, por que eu sou uma pessoa extremamente confusa e assim eu conseguia distinguir com facilidade qual era o personagem que narrava a história naquele momento.

“- Quem é você?

Eu me levanto e respondo:

– Hã, eu sou Will Grayson.

– W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? – Pergunta, soletrando impossivelmente rápido.

– Hã, sim – digo. – Por que a pergunta?

O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada, como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele.

Então finalmente diz:

– Por que eu também sou Will Grayson.”

3virgula14 | Will & Will e Me abrace mais forte

Foto por @paollaolsen

Will & Will – Um nome, um destino / John Green & David Levithan, tradução de Raquel Zampil. – 3ª ed. – Rio de Janeiro: Galera Record, 2013.

3virgula14 | Will & Will e Me abrace mais forte

Foto por @paollaolsen

Comentei que o Tiny é muito importante pra história, certo? Então, tão importante que ganhou um livro só pra ele. No decorre da história de Will & Will, Tiny está montando uma peça de teatro sobre a vida dele. E Me abrace mais forte é nada mais nada menos que o roteiro da peça de Tiny.

A peça conta a história da vida de Tiny, desde que ele saiu da barriga da mãe dele até o momento em que ele se “descobriu” gay, a relação com todos os seus ex-namorados (que não foram poucos), seus amigos e seus pais. A peça é um musical e as músicas são incríveis.

3virgula14 | Will & Will e Me abrace mais forte

Foto por @paollaolsen

“Para aqueles de nós acostumados a ser invisíveis, um holofote é um círculo de luz mágica, com a capacidade de nos salvar da mediocridade e da escuridão do cotidiano. Tiny Cooper sabe muito bem disso. Ele nasceu pra brilhar, uma explosão de purpurina! E agora é sua chance. Me abrace mais forte é o musical dos musicais. Aos seus lugares! O show vai começar!”

3virgula14 | Will & Will e Me abrace mais forte

Foto por @paollaolsen

Me abrace mais forte: A história de Tiny Cooper / David Levithan; tradução de Regiane Winarski. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Galera Record, 2015.

Uma coisa que eu gostei muito é que a capa de Will & Will que eu tenho é prateada (primeira capa lançada no Brasil) e a capa de Me abrace mais forte é dourada, o que deixa os dois combinandinhos.

Quem quiser comprar Will & Will só clicar aqui e Me abrace mais forte, aqui.

E quem quiser acompanhar os escritores:

John Green: Twitter, Instagram, site.

David Levithan: Twitter, Instagram, site.

Esse post foi reescrito com base em dois posts que eu havia escrito no antigo blog que eu tinha com minha irmã e uma amiga. Se quiser ler os posts antigos, é só clicar aqui e aqui.
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Pietra Olsen
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